Desconstruindo crenças
- © by ysaflor

- 5 de fev. de 2020
- 25 min de leitura
Atualizado: 2 de fev. de 2021
A escritora Ysa Flor diz ter recuperado as lembranças de sua vida em um paralelo não muito distante daqui, onde encontrou Débora Mechica e teve experiências incríveis convivendo com ela. É um livro impactante, que traz expansão de consciência e reflexões de auto nível. Você vai rir, chorar e se emocionar lendo esse livro. A questão aqui não é se você acredita, mas se você consegue ver o outro lado. Não apenas leia, Sinta! Nada é por acaso - Bem vindo a Serendipity!
(Esse aqui é um dos capítulos. Download gratuito do livro no site www.oportaldoamor.com)

Eu e os meninos começamos os ensaios e estavam incríveis. Eles não sabiam lidar direito comigo, achavam que eu mudava de personalidade por causa de uma tal de Pomba Gira. Na verdade eu só tinha ouvido falar sobre pomba gira quando D. Dalva me viu loira. Então, ao chegar em casa depois de um desses ensaios, resolvi pesquisar na internete.
“Meu deus, que horrível!”
Claro que não me contentei só com as explicações superficiais do Google e fui pesquisar mais a fundo. Se tem uma coisa que eu tinha aprendido na vida foi que nada é o que parece ser. Então, liguei pra Débora.
“Oi, Débora, é a Ysa. Desculpe ligar assim.”
“Imagina, Ysa. Como está a Ana?
“Tá bem.”
“E você?”
“Bem, também, obrigada. E você, como tá?”
“Eu, ótima.”
“Ok, Débora, tô ligando pra saber se por acaso você tem algum tipo de conhecimento sobre umbanda, candomblé, orixás, pombas giras...”
“Ysa, você tá bem?”
“Tô sim, Débora, só curiosidade.”
“Ysa, não frequento terreiros, e o que faço não tem nada a ver com isso. A espiritualidade é para cada um algo diferente.”
“Ok, Débora, então você não conhece nenhum terreiro pra me indicar, né?”
“Conhecer não conheço, Ysa, mas perto de minha casa tem um, as pessoas falam super bem.
”
“Quero, me passa o endereço.”
“Ysa, você não acha melhor pesquisar mais antes de ir lá?”
“Já pesquisei, Débora. Já sei o nome de todos os orixás e o que fazem. Já sei que nem todas as casas são confiáveis, mas como em toda e qualquer religião existe o lado luz e o lado sombra... Eu sei me cuidar, Débora, não se preocupa.”
“Me preocupo, Ysa, porque agora sou eu quem tô cuidando da sua espiritualidade, estamos fazendo um bom progresso pra você ficar confusa agora. Existe todo um ritual de proteção antes de você chegar em um lugar desse, preciso que me diga quando vai pra eu preparar um banho, e vamos fazer uma meditação para que você esteja sensível às energias que possam estar presentes.”
“Não, Débora, é só uma idinha, o que pode acontecer?”
“Tanta coisa, Ysa, você não imagina. Tanto coisas boas, quanto coisas ruins, depende da sua energia e do tipo de espírito que vai ser atraído a ela. Por isso, você tem que tá sempre com energia elevada de alta frequência, entende? Assim, se tiver algum portal aberto de baixa frequência, nenhum deles acha afinidade com você.”
“Você sabe que os orixás não são seres do mal, né Débora? Pelo amor de Deus, não vá ser preconceituosa.” “Sei, Ysa, claro que sei, e não sou, sou super aberta a investigação de nossas ancestrais e raízes espirituais. Sei que você tá em uma busca, sei o quanto é curiosa e quer saber tudo, mas todos os portais tem seus segredos, e só podem ser revelados quando estamos prontos para isso. Portanto, não podemos ter medo ou preconceito, ou portas se fecham. Só quero garantir que você sabe o que tá fazendo.”
“Eu sempre sei, Débora.”
“Ok, então se tá tão segura eu vou com você. Acho que a sua energia tá ótima. Mas o que você vai fazer lá mesmo?”
“Uma pesquisa de campo, Débora. Vou dar uma de agente, me infiltrar e ver como as coisas funcionam, estou curiosíssima, quero saber tudo.”
“Ysa, cuidado, os seres que estão lá podem não gostar dessa invasão e contar pros guias deles.”
“Eles vão me adorar, Débora, deixe comigo. Vou levar uma cachacinha pra preto velho, uma comidinha baiana pro pai de santo, vou pegar eles pelo estômago. E eu respeito, Débora. Eu vou lavar os pés com alfazema e pedir licença pra adentrar.”
“Ysa, por isso eu adoro você. Você é louca na medida certa, já tô eufórica. Já fui muito curiosa também, mas sozinha não teria a mesma coragem. Você tem.”
“Pronto, amiga, vamos juntas. Daqui a duas horas passo aí.”
“Hoje, já? Eu ia ler mais sobre, me preparar mais. E seu banho? e a meditação?”
“Coloca o banho em um frasquinho de perfume, quando eu chegar você borrifa em mim, faz o mesmo efeito. E a meditação é um estado interior, Débora, você mesmo me ensinou que não precisamos da ação em sí quando estamos em estado meditativo. Eu já tô no espírito da coisa, amiga, respeita minha história, tá vacilando? Eu, hein...”
“Só você mesmo, viu Ysa? Corajosa, impetuosa... Você ainda conquista o mundo. Você tem certeza que os orixás vão gostar de você?”
“Tenho, Débora, todos eles vão ficar encantados com minha presença sol, e vou levar um girassol para cada um deles. Leva um presente também, não seja mal educada.”
“Ok, Ysa, vou colher umas rosas.”
“Prepara o banho.”
“Ok, Ysa. A Ana sabe disso?”
“Ainda não. Decidi agora, mas eu falo com ela depois. Se falo agora, ela fica aqui roendo todas as unhas de nervoso.”
“Ok, Ysa.”
...
Entrei no carro decidida. Era um dia místico, talvez, mas especial. Com certeza eu já ia aprender tudo sobre essa tal de pomba gira. Cheguei, e Débora já estava na portaria.
“Oi.”
“Desci antes da hora, estava agitada.”
“Nunca te vejo agitada.”
“Hoje estou.”
“Então trate de se acalmar, precisamos estar plenas pra acalmar os seres espirituais e conectarmos a nossa energia.”
“Você que tá parecendo a mentora hoje. Aqui o banho.”
“Ótimo, obrigada.”
Eu peguei e borrifei em nós duas.
“Muito axé, Débora, que a espiritualidade esteja a nosso favor.”
“Que assim seja, Ysa.”
“Vamos.”
“Vamos!”
...
“Chegamos.”
“Tá tranquila?”
“Tranquilíssima. Pega os girassóis e as rosas. Então, estamos prontas.
Descemos do carro e logo na entrada tinha uma árvore e um jardim. Essa árvore chamou muito nossa atenção, porque na árvore tinha um torneira fincada nela.

"Olha, Débora, que decoração interessante, será que é uma analogia espiritual?”
“Deve ser.”
“Ah, entendi tudo, Débora. Não falam que a árvore da vida é fonte de Águas claras?”
“Nunca ouvi esse ditado, de que mundo você veio, garota?”
“Ai, Débora, pode ser que eu tenha inventado agora. Será que podemos abrir a torneira?”
“Você tá preparada para o que sair dela?”
“Débora, seja racional, o que pode sair do tronco de uma árvore, a não
ser seiva?”
“Ysa, não esqueça que aqui não é lugar para usarmos a lógica. Estamos diante de um portal. Aqui é a natureza, e a natureza é mística, e eu sinto a presença de duendes e fadas, cuidado com o que você pensa ou deseja, esse lugar tá encantado.”
“Hahaha, Débora, estamos parecendo duas Alices no País das Maravilhas, e olha que nem assisti, só me fale se o final é bom...”
“Você nunca assistiu Alice?”
“Esqueceu que não tive infância?”
“Eu pensava que geralmente pessoas que não tiveram infância são imaturas, pois tentam recuperar o tempo perdido na vida adulta, e você é tão centrada , tão madura, parece que não ter a infância apropriada não afetou em nada em sua vida , nem em seu emocional.”
“Não, Débora. Eu tive mentores na infância. Lembra da minha madrinha que te contei e do nono anjo? Eu fui muito sortuda, Débora, em não ter tido uma infância convencional. Isso me fez crescer aproveitando o tempo perdido. Mas vamos deixar de papo e descobri o que sai da árvore?”
“Melhor não, Ysa, você mesmo fala que não devemos ficar no que não conhecemos. Não é legal xeretar a casa das pessoas antes de entrar.”
“E nem depois que entrar, né Débora? Kkkkkk, mas eu não saio daqui sem alheie essa torneira. Ai Débora, não tem ninguém aqui fora.”
“Você tá querendo dizer ninguém visível, né?”
“Débora, faz o seguinte: Vamos nos conectar e pedir licença à árvore. Se ela quiser, ela vai dar um sinal.”
“Certo.”
“Débora, me dá os girassóis e as rosas, vamos colocar em volta da árvore e oferecer elas a cada orixá. Que eles se conectem a nós, e nos dê as boas vindas, permitindo nossa entrada.”
“Ok, Ysa, aqui.”
“Me ajuda a espalhar. Pronto, me dá sua mão.
“ Queridos orixás se releve a nós e nos ajude a entender os seus mistérios. Quero resposta sobre as pombas giras e sobre o mundo místico que rodeia a prática de nossos ancestrais.”
Abrimos os olhos, e tudo estava igual Olhamos uma para a outra.
“Será que fomos ouvidas?”
“Com certeza, Ysa. Vamos esperar o sinal. Se for positivo seguimos em frente se for negativo vamos embora.”
“Ok, Débora.”
Ficamos 5 minutos de pé, e nada aconteceu.
“Débora, acho melhor a gente sentar aqui em volta da árvore.”
“Quanto tempo vamos esperar? Não devíamos chamar?”
“Pedimos licença, Débora, e vamos ter uma resposta. Esquecemos de lavar nossos pés com a alfazema.”
Abri a bolsa e derramei alfazema em nossos pés dizendo:
“Viemos em paz e queremos sair em paz, porque todos os dias das nossas vidas queremos ser paz e transmitir paz.”
“Ysa, você tá fera, poderia a oração Senhoras da Paz canal no YouTube.”
“Kkkkkk, você tá cheia de piadinha hoje, né mentora?
De repente, Débora segurou meu braço forte.
“Amiga, você tá vendo isso?"
“Isso o que?”
“Olha, Ysa.”
Olhei, e em volta da árvore estavam cheias de libélulas. Paramos extasiadas . E eu disse:
“É um sinal, Débora, somos bem vindas. Obrigada, libélulas lindas.

“Débora, agora podemos abrir a torneira."
“Será?”
“Claro.”
Abri, e dela saiu um líquido, mas não era água, era um líquido rosinha, quase transparente, mas com um fundinho rosa, perfumado. Tinha um cheiro frutado, que dava água na boca. Tava impossível resistir. Nossa, que cheiro bom! Débora, o que será?”
“Não sei, Ysa. Acho que colocaram na entrada da casa para lavarmos as mãos.”
“Débora, será?’
“Ysa, quê mais para torneira na porta de entrada?”
“Débora, será que podemos experimentar? Tô com muita vontade.”
‘Ysa, claro que não. Vai colocar dentro do corpo uma substância que você nem sabe o que é?”
“Não é nessas horas que devíamos usar nossa intuição, Débora? Desperte aí meu poder de vidência, vá. Né você quem disse que tenho o dom?”
“Ysa, mas você não aprendeu que não podemos usar nossos dom a nosso favor? E errado usar nossos dom para méritos próprios. Ysa, você tem o dom, mas não pode usá-lo sem permissão. Não podemos interferir no livre arbítrio das pessoas, nem no destino que elas criam. Podemos orientá-las mas, o final elas que decidem.”
“Ok, Débora.”
“Ysa, tá vindo alguém”
“Oi, boa tarde! Posso ajudá-las?”
“Sim. Quero ver o pai de santo da casa.”
“Você marcou horário?”
“Não, precisava?”
“Sim, ele só atende com horário marcado.”
“Ah, que pena, precisávamos mesmo falar.” “Podem voltar depois que ligar e marcar, hoje não temos mais horário.”
“Ok, obrigada. Vamos, Ysa, amanhã a gente marca.”
Eu sorri e disse:
“De jeito nenhum! Não marquei, mas tenho certeza que ele quer falar comigo.”
“Como assim, você conhece o pai?”
“Ah ,conheço sim.”
Débora me beliscou.
“Ok, qual seu nome?”
“Ysa Flor.”
“Vou dizer que você está aqui e vê se ele pode atende-la.”
“Ok, eu aguardo.”
“Ysa, você é maluca? Você não pode dizer que conhece uma pessoa sem conhecer.”
“E quem disse que eu não conheço, Débora? Posso conhecer de uma outra vida.”
“Ysa, não brinca com coisa séria, vamos respeitar a espiritualidade, se ele disse não, é não!”
“E o sinal das libélulas, Débora? Duvido que ia me enganar assim, você não tá sentindo nada?”
“Tô sentindo que devemos ir.”
Ela segurou meu braço de novo.
“Ysa, vem uma outra pessoa.”
“Onde? Não tô vendo ninguém.”
“Mas eu tô.”
“Débora, não é hora pra brincadeira.”
“Não tô brincando, Ysa. Meus mentores estão aqui.”
“Ufa, que susto, achei que era um espírito.”
“Disse que eles estão aqui, e por isso sei que há outra pessoa aqui também, e essa outra pessoa é um espírito.”
“Ai, Débora, que macabro!! Ai, meu deus senti uma dor nas costas, não tem alguém sentado em meu pescoço não, né?”
“Ysa, não é hora de lembrar cena de filme.”
“Nunca se sabe, né Débora? Vai que eles querem sair daqui e grudam na gente, kkkkkk.”
“Ysa, sério, não é hora pra piada.”
“Débora, não tenho medo porque sei, com toda convicção, que ninguém pode se apropriar ou se apossar do nosso corpo sem nossa permissão, principalmente quando temos uma energia de alta frequência e vibrando no amor.”
“Rapaz, a líder espiritual sou eu, você é segura mesmo, né?”
“Demais, e você parece que tá com medo.”
“Não é medo, Ysa, é respeito. Ysa, meus mentores disseram que tem uma mulher e dois anjos nos aguardando, mas eles vão encaminhá-la porque ela ainda não consegue falar com você.”
“Que mulher Débora? Respeita a minha história, que eu não tenho parceria com espírito?”
“Ysa, não fala assim, porque se ela veio é porque tem algo importante a falar... Nossa, que cheiro de café, você tá sentindo?"
“Tô sim, deve ser o pai de santo fazendo um cafezinho pra gente. Nossa Débora, tá muito forte, minha boca encheu de água.”
“Mas o cheiro tá vindo aqui da varanda, Ysa, e não lá de dentro.”
“Ai, Débora, só falta você me falar que os espíritos estão tomando um cafezinho.”
“Eu não duvidaria, se eu fosse você. Acho eles que tem uma mensagem.”
“Ai, Débora, você é porta voz de espíritos agora?”
“Ysa, é sério.”
“Estão mortos ou vivos?”
“Ysa, você já viu espírito vivo?”
“Já, Débora. Quando dormimos ou quando precisamos realizar alguma missão espiritual, fazemos projeção astral, e nosso espírito sai do nosso corpo para nos comunicarmos ou enviarmos mensagens, ou às vezes só ajudar alguém, e nem por isso estamos mortos.”
“Nossa, Ysa, esqueci desse detalhe. Sendo assim, não tenho como saber se estão vivos ou mortos, tenho?”
“Tem sim, Débora, pela frequência. Sinta! Se estiverem desencarnados, você sente arrepios e a comunicação não é fluente. Muitas vezes não entendemos. Outras falam em outro idioma, ou dão sinais e fazem desenhos para nos ajudar. Mas se tiverem ainda encarnados, eles vão falar claro e sem obstruções energéticas, porque a linha da vida nesse plano é a mesma. Mas quando nosso corpo morre e nosso espírito desencarna, mudamos a frequência, e a linha da vida só é compatível com a vida na realidade em que estão. E saiba que para entrar em nossa realidade, eles tiveram que atravessar um portal usando alguma força energética de alguém vivo nesse plano ."
“Meu Deus, que aula, Ysa Flor! De onde saiu isso?”
“Ah, Débora, lembrei do livro que li quando era criança. O nome é: O Segredo dos
Desencarnados.”
“ Nossa, você lembrou disso assim?”
“Lembrei assim que usei sua energia para me conectar.”
“Como fez isso?”
“Segurei sua mão, Débora. Por que você acha que os namorados seguram as mãos um do outro o tempo todo?”
“Porque se amam?”
“Sim, Débora, assim que você saca a afinidade do casal. Perceba que quando eles deixam de dar a mãos, o relacionamento morre. Um casal falido não tem mais energia um do outro, Débora, e isso começa no contato visual, depois as mãos, e depois já era. Você percebe que um relacionamento é feliz pelo calor que ele transmite às pessoas. Quando há espaçamentos, sorrisos superficiais e ausência de troca de olhares, aí já era. A relação acabou por falta de troca de energia. Sem essa troca, não existe mais fazer amor, existe só o sexo pelo sexo. Dessa forma não podemos trocar energia vital no relacionamento com o outro, troca-se apenas energias de baixa frequência, então quanto mais sexo fizerem sem conexão mais distantes vão ficar um do outro.”
“Nossa Ysa, que sério!”
“Seríssimo! Casais que se amam trocam carícias, Débora. Não deixam um vagão na cama, não empurra, não olha com repulsa, não desrespeita nem mostra o dedo do meio. Um casal não é feito só de química, mas ela é indispensável na manutenção da relação.”
“Ysa você me deu uma aula, e eu tava precisando.”
“Que bom, Débora.”
“Hoje você tá demais. Onde acha tanta inteligência?”
“Não confunda o verbo to be Débora, eu não estou, eu sou.”
“kkkkkkkkkk, depois de você, nunca mais ninguém vai esquecer o verbo to be.”
“Ysa Flor é aprendizado, rapaz, se não for na teoria vai por osmose, kkkkk. Débora, o que os espírito estão fazendo?”
“Não sei, Ysa, não vejo eles. Só vejo meus mentores, e pelo visto estão conversando ainda.”
“Ok. Podíamos ir lá interagir, né?”
“Não, Ysa, não podemos invadir uma conversa espiritual.”
“Ai, Débora onde anda seu carisma? Vamos lá socializar, menina, dar um oii.”
“Não, Ysa, não funciona assim.”
"Ai, quantas regras.”
“Uma regrinha às vezes cai bem, né?”
“Oi meninas!”
“Ai, que susto!”
“O pai vai atender vocês. Pediu para entrarem e aguardarem no salão.”
“Ah, muito obrigada, rapaz, eu trouxe uma marmita para o pai e uma pra você.”
“Sério?”
“Sim. Comidinha baiana. Trouxe flores também pra alegrar o salão do pai. Vamos no carro buscar e já voltamos.”
“Ok. Fiquem à vontade. Quando entraram podem colocar as flores no altar, e a comida também, para abençoá-la.”
“Olhe, já tá abençoada, viu?”
“Mas não custa abençoar mais, né?”
“Vamos pegar, Débora. Com licença.”
“Toda.”
“O Ysa, não faça gracinha aqui.”
“Você não viu ele rindo de canto, Débora? Aquela cara de durão era só pra dizer que é sério."
“Ysa, se conecte!”
“Estou conectada desde que sai de casa, você que me parece tensa. Melhor você relaxar, Débora. Não quero surpresas desagradáveis, depois você atrai um espírito com raiva ou mágoa, eu ainda não sei encaminha-los pra luz, não. Não antecipe as coisas."
“Você sabe, e se não souber, na hora vai lembrar.”
“Ai, Débora, deixe dessa conversa que eu só quero paz.”
“Você é a garota da paz, Ysa, não tem esse que não fique em paz ao seu lado.”
“Você vai ajudar e curar muita pessoas.”
“Amém, Débora.”
“Eu só, não, você também tem dons raros e especiais, não esqueça.”
“Sim, Ysa, cada uma com seu chamado.”
“Você vai mesmo levar isso tudo? Achei que só eram duas marmitas e uns girassóis.”
“Débora você trouxe poucas rosas e colocamos todas na árvore, toma metade dos girassóis, gosto de abundância.”
“E o que tem nesse vidrinho?
“Cachaça.”
“Meu deus! Esse preto velho vai beber de verdade?”
“Hello, Débora, não é pro Preto Velho, a cachacinha é pro pai de santo, a comidinha também, e eu sei que ele vai adorar os sabores da terra bahiana. ...”
“Afff, esse cheiro tá me dando água na boca. Eu também vou adorar, viu? Caso você queira fazer uma moquequinha pra mim, eu aceito. “
“Qualquer dia eu faço uma pra você."
”Entrei no site deles, que você me mandou, e lá pede pra trazer uma oferenda ao orixá que desejamos nos conectar. Foi por isso que trouxe essas coisas?”
“Trouxe só para agradar o pai de santo, porque sei que os orixás não precisam mais dessa energia.”
“Mas as pessoas jogam barcos de comida no mar pra Yemanjá.”
“Se fosse só comida.... Elas jogam coisas muito piores. E pra que, Débora? Só pra poluir o meio ambiente. Fico imaginando Yemanjá, lá no fundo do mar, se passando alfazema, penteando os cabelos, e colocando aquele monte de bijuteria mareada.... Olha, Débora, me deixe viu. As pessoas não entendem que Yemanjá não precisa de nada disso, por que ela é só uma consciência, e não um corpo físico. E quando ela se materializa, não é para pegar presentes. Ou seja, as pessoas só estão matando a vida no oceano. Acho importante não deixar a tradição acabar, porque tudo isso envolve uma egrégora poderosa, mas as pessoas podiam levar uma rosa, que é parte da natureza. Natureza não pode agredir a natureza, e Yemanjá ia ficar bem felizes se as pessoas parassem de jogar batom, frasco de perfume e marmitas no mar.”
“KKKKKKKKK, meu deus, Ysa, que povo sem noção, coitado dos peixes.”
“Coitado não só dos peixes, Débora, mas da vida no oceano. As pessoas não entendem que ao invés de ajudar, elas estão prejudicando, mas só quem traz essa clareza é a consciência, por isso as pessoas precisam despertar."
“Ah, por isso que você não trouxe comidas para os orixás, né?”
“Claro, Débora. As pessoas não pensam. Se elas pensassem, saberiam que espíritos evoluídos não precisam de comida. Espíritos evoluídos não precisam de comida , bebida e nem de sexo, Débora, isso são desejos carnais , para quem ainda está preso à matéria . Quando você evolui, desapega de coisas carnais, e passamos a viver dentro da energia de onde estamos inseridos.”
”Você tá querendo dizer que esses espíritos que eles chamam nos centros não são evoluídos?"
“Débora, qual o problema? Nós também não somos, e nem por isso
somos pessoas más. A gente tem ego desacerbado, orgulho, rancor e um monte de coisas que não presta impregnadas em nós, por isso meditamos , por isso estamos na busca pela evolução para nos tornar pessoas melhores. Estamos todos na mesma busca. Não estamos aqui desejando o mal de ninguém, nenhuma frequência negativa pode nos influenciar. Agora, se tivéssemos aqui pedindo o mal, com certeza a mesma energia maléfica ia cair sobre nós, porque o que a gente faz aqui, a gente paga na mesma medida, então não se engane, essas pessoas que usam magia para o mal e usam o mal, vão invocar somente o mal para a própria vida. Então relaxa ... Se alguns espíritos, por algum motivo, ainda estão apegados à matéria, eles precisam da energia do que eles gostam para evoluir. Só um exemplo: A gente comia carne até outro dia, né?”
“É, sim.”
“Mas isso significa que éramos pessoas ruins?”
“Não.”
“Somos pessoas com desejos carnais que ainda precisam de energias carnais. E lembre-se que mesmo sem comer carne, em algumas situações, dependendo do contexto em que estivermos inseridas, vamos precisar comer a carne, e nem por isso vamos ser pior que ninguém. As pessoas precisam entender a diferença entre libertação e manipulação. Não podemos ser hipócritas a ponto de dizer que vivendo em uma realidade material vamos ser seres puramente espirituais. Se você quer ser uma pessoa totalmente espiritual, você deve evoluir a ponto de migrar para outra realidade. As energias precisam estar compatíveis com o plano em que estamos inseridas.. Você já imaginou o que aconteceria com uma pessoa altamente pura aqui? Sem desejos e necessidades da matéria? Que sentido teria a vida pra essa pessoa?”
“Nenhum, Ysa.”
“Então. Aqui, enquanto estivemos respirando e vivendo com os desejos da matéria, ninguém é melhor ou superior. Agora, no momento que transitamos, tudo muda de figura. Então deixa eles se despedirem e se desapegarem da forma que podem. Não somos melhores. Eles ajudam várias pessoas, passam remédios de cura, conhecem as ervas como ninguém.”
...
“E as pomba giras?”
“
“Elas eram damas do sexo, prazer e da noite. Eram mulheres cultas que tinham muitos segredos a no ensinar. Agora, porque tanto medo delas, eu não sei... Mas eu acredito, sim, que os orixás agora já são seres altamente evoluídos.”
“Ysa, são ou não são? Tô confusa.”
Débora, vou te dar um exemplo e você vai entender o que eu estou dizendo. Sabe quando a igreja católica se refere ao menino Jesus? Se trata apenas de uma simbologia. Mas acredite, existem pessoas que ainda hoje acreditam que Jesus é um bebê. Jesus não é mais um menino, é?”
“Claro que não!”
“Pois eu mesma já vi pessoas jurando que sim. Já vi pessoas até deixando sapatinhos de bebê em uma manjedoura. Agora eu te pergunto, Débora: quantos anos tem que a tradição dos orixás começaram na terra? Milhares. Então milhares de anos depois, será que eles ainda estão tão apegados à matéria? Débora, as pessoas tem um nível de idolatria tão grande que nem elas mesmas se atentam a esses detalhe. Os orixás que eu conheço são sim, seres evoluídos, e por esse mesmo motivo que eu duvido que eles aceitem sacrifícios, comida, cachaça ou coisa do tipo. Então, quando você vai a uma casa de pai de Santo ou a um terreiro, a energia deles estão ali para ajudar pessoas. Mas eles não vão incorporar ninguém, até porque a densidade de energias são totalmente diferentes e incompatíveis.”
“Ysa, e quando acontece as incorporações no terreiro, quem está lá?”
“Seres ainda apegados à matéria, que estão lá não porque são maus, mas sim porque ainda precisam dos prazeres carnais. Claro que você tem que ter discernimento para saber com que tipo de energia você está lidando, por isso uma simples ida ao centro se torna perigoso. Você nunca sabe com que energia vai sair de lá. Os terreiro sérios precisam estar conectados com a espiritualidade, e o pai de santo tem que estar consciente. Caso contrário, não se podem extrair energias benéficas dali.” “Mas, Ysa, eu já vi relatos de pessoas dizendo que já foram curadas ou receberam um grande benção nesses lugares.”
“E realmente foram, Débora. Como eu te falei, nem tudo é sombra. Existem espíritos ali que por algum motivo não se desapegaram da matéria, mas não são maus, apenas precisam de força de vontade para seguir, precisam de ajuda. Eles partiram sem paz, e ainda não a encontraram. Precisam ser direcionados à luz. Mas nada impedem eles de ajudar as pessoas. Então é isso que eles fazem, ajudam pessoas em troca de alguma energia material. Mas a energia dos verdadeiros orixás só pode ser acessada por quem tem consciência. Apesar de muita manipulação por parte de muitos líderes religiosos, pessoas dentro das igrejas também são curadas todos os dias, porque elas acreditam, e isso é a fé delas. Se você acreditar que eu posso, eu também posso te curar, e você a mim. A egrégora de fé é muito poderosa. Jesus falou isso a milhares de anos , mas ninguém entendeu nada Ele disse: “ Tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis (Mateus 12:12). As pessoas são preconceituosas demais. Elas ouvem e julgam sem pesquisar. Elas se jogam nas ideias de outras pessoas tão imperfeitas quanto elas. O mundo é louco, Débora, aqui não podemos julgar ninguém, sempre há um outro lado que não enxergamos sem os olhos espirituais.”
“Ysa, você faz as pessoas enxergar além, nunca perca isso. Apesar de dizer que não tá pronta para enxergar com os olhos da espiritualidade, vc sente a espiritualidade, e isso é mais importante do que ver. Só saiba que você só vai ver quando quiser. Você deve saber que é você mesma que está bloqueando essa energia. E quando todo seus chácaras estiverem em equilíbrio, você vai poder desbloquear.”
“Sei Débora.”
“Uma saída com você é uma viagem no mundo espiritual, sabia? Você domina muito mais que eu imaginava.”
“Ai, Débora não me vejo dominando nada, só me sinto privilegiada de entender coisas que a maioria das pessoas não entendem.”
“Ysa, o que acontece se você se espiritualizar a ponto de não vibrar mais nessa energia?”
“Eu migro para outra realidade mais espiritualizada, Débora.”
“E se você parar de evoluir?”
“Eu migro para uma realidade inferior.”
“E se você se manter estabilizada, você continua nessa , certo?” “Certo Débora.”
“Por que?"
“É triste saber que vamos deixar pessoas que amamos em uma realidade e partir pra outra se elas não evoluírem.”
“Verdade, Débora. Por isso temos que compartilhar conhecimento e ajudar para evoluirmos juntos e estar sempre perto de quem amamos. Preparada?”
“Pra evoluir?”
“Pra entrar Débora!”
“Ahhh, sim.”
“Cadê seus mentores?”
“Ainda em volta da árvore, falando com alguém. Essa árvore tem mistério, olhe o que tô lhe falando.”
“E eu não saio daqui sem descobrir o que é.”
“Meu deus, Ysa, você me arrepia.”
“Como diz Anitta, espero que não seja de tesão.”
“Credo, não sou lésbica.”
‘É, Débora, nem eu, e fui casada com uma mulher, não esqueça disso.”
“Melhor eu ficar calada.”
“Também acho.”
“É feio pagar a língua. Eu ia rir muito se acontecesse com você.”
“Não sou preconceituosa, Ysa.”
“Então você se expressou mal quando disse que não era lésbica. Não é só lésbicas que tem experiências assim...”
“Eu sei, esquece o que eu disse.”
“Com licença.”
“Tá falando com quem, Ysa?”
“Débora, estamos entrando na casa de alguém, hello, temos que pedir licença!”
“Ah, tá, licença.”
“Vamos colocar os girassóis e a marmita no altar como ele pediu.”
“Ok.”
“E agora, o que faremos?”
“Sentamos no chão.”
“Ysa, você não prefere as cadeiras?”
“Não, Débora, gosto de chão, me sinto mais conectada nele.”
“O que você tá sentindo?”
“Paz. Que cheiro bom de incenso tô sentindo.”
Fechei os olhos e uma voz chamou dizendo:
“Ysa, não abra os olhos.”
“Débora, você tá falando comigo?”
“Eu não, por que?”
“Porque tem alguém falando, mas é uma voz masculina, e não é o Rafa.”
“Tudo bem, Ysa, continua conectada, e nada de gracinhas. Seja formal, Ysa.”
“Em que posso ser útil?”
“Ysa, o que tá fazendo?”
“Sendo formal como você mandou.”
“Ysa, menos formal.”
“Oi espírito de luz, tudo bem com você? Vamos conversar?”
“Ysa, nem tanto assim.”
“Ai, Débora, você não sabe o que quer. Ou é pra ser formal ou informal ...
"Se decida e me ajude.”
“Ok, Ysa, faça do seu jeito.”
“Ok.”
“Ysa.”
“Oi.”
“Preciso da sua total concentração para conseguir comunicar.”
“Como se chama?”
“Ysa, não tenho muito tempo.”
“Não posso me conectar a alguém que eu não saiba o nome, muito menos a intenção.”
“Ysa, você tá dando essa queimada em quem? Ysa, respeito!”
“Não tem problema nenhum, Débora, a Ysa é questionadora desde pequena, ela tá certa.’
“Ysa, eu também tô ouvindo.”
“Jura?” “Sim.”
“Você pode ouvir porque o seu mentor também está presente, Débora. Estamos todos conectadas na mesma energia. Ysa, me chamo Nilton Schuts, e também sou seu mentor espiritual. Já nos conhecemos do tempo que você era criança e fazia projeção astral com Xuxa e o nono anjo. Mas você não lembra de mim, porque sua memória foi apagada para sua segurança na infância. Você era muito curiosa e inteligente pra sua idade.”
“Mas porque me lembro de Xuxa e do nono anjo?”
“Porque vocês tinham uma conexão maior, e porque não me era permitido, na época, me aproximar de você, eu ainda estava sendo iniciado. Só aparecia pra você em algumas ocasiões, e mesmo assim na presença do nono anjo.”
“ Entendi. Desculpe não lembrar.”
“Imagina, Ysa. Sei a força da porção, fica tranquila.”
“Só preciso te comunicar uma coisa: Sinta”
.
“Ai, desde criança me falam isso, vai começar: cuidado com que você pensa, cuidado com o que você sente, cuidado com que você fala .., sinta!”
“Que bom que recuperou suas memórias de infância, Ysa. Você é genial. Você só conseguiu recuperar porque em vez de procurar explicações lógicas, você ousou sentir. O sentimento responde a todos os seus questionamentos. Você é privilegiada por ter conseguido acessar coisas que humanos normais não conseguem, não que não tenha capacidade, mas porque eles não têm curiosidade e vontade suficiente de ir atrás. Na primeiras dificuldades, eles desistem e se acomodam porque é confortável e tá bom, mas as respostas não estão no conforto. Você sabe disso porque você consegue ver e sentir além. Então eu te pergunto, por que você está aqui hoje?” “Porque quero respostas.”
“E você achou que poderia encontrar as respostas fora de você ? Ysa, você sabe todas as respostas. Você tem conexão direta com seus ancestrais e com a biblioteca universal cósmica. Pra que você precisa que um homem humano, cheio de falhas e inofensivo, e talvez até menos evoluído que você te dê respostas?”
Nossa! Essa pergunta dele me fez ir longe e pensar em quantas vezes a gente se perde da conexão pra procurar respostas que estão ali, bem diante de nós. É como sair de casa para visitar alguém e perguntar a outra pessoa: “ei, você viu minha escova de dente?” Não fazia sentido algum. Eu deveria saber onde está a minha escova de dente, e não alguém quem não mora em minha casa e não convive comigo.
“Nossa, Nilton, você tá certo. Mas você sabe que eu não sou de aceitar a primeira opção como verdade, né?’
“Sei, e eu tenho certeza que mesmo com as respostas você viria. Eu sou seu mentor, Ysa, e a minha orientação é só essa: Sinta! Nunca esqueça disso. Saber você já sabe.”
“Sei?”
Débora me cutucou.
“Ysa, o que viemos fazer aqui se foi você quem me deu uma aula sobre os orixás?, falou ela em pose de meditação com os dedos alinhados e olhos fechados.
Eu estava na mesma posição, e quando abri os olhos gritei:
“AAHHH, QUEM É VOCÊ?”
“Seu mentor, acabei de me apresentar.”

“Você é um espírito?”
“Não. Sou humano com uma missão no mundo, igualzinho a você, mas antes do mundo eu tenho uma nisso em sua vida, fazer você se escutar e sentir.”
“Você nem tava aqui, como aparece assim, do nada?”
“Não lembra o que é uma projeção? Nós três estamos alinhados, e nesse momento podemos usar a energia um do outro.”
“Ahhh, eu achei que só pudesse fazer projeção dormindo.”
“Não, Ysa. Cada vez que você evolui um pouco, você destranca um cadeado. Tenha calma, é por degraus.”
“Nilton?!”
“Oi.”
“Qualquer pessoa pode fazer uma projeção?”
“Em sonhos, sim, mas dessa forma aqui só se estiverem algum motivo ou missão.”
“Como assim?”
“Moramos em estados diferentes, e nem sempre podemos estar juntos. Porém, se estivermos alinhados, conseguiremos nos comunicar. Deixa eu te dar um exemplo: você tem um anjo, o Rafael, e consegue se comunicar com ele de onde estiver, não é?”
“Sim.”
“Então é a mesma coisa. Quando existir real necessidade, podemos nos ver, como se eu estivesse aqui, mas na verdade meu corpo tá lá na minha sala, bem sentadinho meditando. Então o que você vê é apenas um holograma que eu posso criar com a mente.”
“Jura? E se eu te tocar?”
“Você não pode me sentir como matéria. Se me tocar, sua mão vai atravessar a luz.”
“Como um espírito?”
“Basicamente isso. Porém espíritos tem um outro tipo de frequência, por isso muitas vezes não conseguem se comunicar com o mundo material, mas isso você já sabe. Só não esqueça de sentir e ouvir sempre sua intuição, ela pode salvar vidas. Às vezes nos deixamos levar pela mente consciente e pela razão, mas a verdade é que quem opera é a emoção, mesmo quando não estamos conscientes. Então você não precisa estar aqui, quando a ajuda que precisa para entender o que quiser tá dentro de você. Você pode se comunicar com quem quiser, desde que esteja vibrando no amor, essa é a frequência universal. Outra coisa, a água da árvore não lhe fará mal, você sentiu de beber, então beba. O pai de Santos colocou ali apenas como algo simbólico, porém nem ele sabia o que estava fazendo. Ele criou um portal. Árvores são natureza, e natureza são portais conscientes. O máximo que vai acontecer é você atravessar uma realidade.”
“Como assim?”
“Você não sabia que em um universo cheio de possibilidades não existe só essa realidade em que você vive, né? Paralelo a essa, existem muitas outras, e é você que escolhe na qual você quer estar.”
“Ah, Nilton, conheço um pouco do que tá falando, mas não sobre poder acessa-las de forma consciente. Você já descobriu como?”
“Já sim. Com a reprogramação mental. Porque se estiver inconsciente, você vai continuar criando a sua realidade, mas de forma inconsciente e começa a acontecer totalmente o oposto daquilo que você quer. Estude mais física quântica. Você vai acabar entendendo por percepção.”
“Como?”
“Você tem habilidades incríveis, Ysa. Você entende as coisas antes mesmo delas serem explicadas, porque você se conecta a frequência do aprendizado, e através dessa frequência você absolve conhecimento dos seus ancestrais guardador a 7 chaves. Você acessa o portal do prefácio celeste, a biblioteca arcaica e todo conhecimento disponível no universo.”
“Ah tá, Nilton, então sou a buceta das galáxias ...”
“Ysa, pelo amor de Deus, olhe o respeito.”
“Kkkkkkkkkkk, deixe Débora, acompanho essa aí desde pirralha, tô acostumado, ela é espontânea. Isso,Ysa, se você quer, então você é.”
“Pra que estudo então? Agora vou colocar minha mão no livro e dizer: “entre conhecimento”, e vou dormir. No outro dia, quero ver como faço a prova, Olhe Nilton...”
“Kkkkkk, sempre engraçadinha. Você entendeu que você tem uma conexão superior? Tudo tem um propósito. Você será um canal para a humanidade. Daqui a um tempo você e seu rei.” “Que rei? Eu vou ter um rei? Kkkkkk. Vou virar rainha? Acho que no passado eu fui mesmo uma, mas Nilton, achei que rei e rainha já tinham saído de moda. Agora fala boy magia, não usamos mais isso de rei.”
“Isso é o que veremos. Você vai viver o canto de fadas mais lindo da história, Ysa.”
“Em que bola de cristal você vendo esta merda?”
“Ysa!!!”
“Ai, Débora, esse povo espiritualizado às vezes parece doido. Tu tá ouvindo Débora? Rei, rainha, conto de fadas ...Nilton, eu não sei onde você mora, mas aqui onde eu moro não existe esse lance de princesa, príncipe e castelo não. Você deve ser um idoso de 4 mil anos.”
“Kkkkkkkk, você me diverte, Ysa. Não preciso de bola de cristal para sentir, e se não me engano, você já tá vivendo seu conto de fadas.”
“Onde?”
“Sinta, Ysa, sinta... Ou você já esqueceu que é uma deusa? Se é deusa e fada, pode ser princesa também, não acha? Não foi você o que pediu, todos os talentos e todos os dons à mãe das fadas? Seu desejo foi concedido, agora se vira pra dar conta da humanidade.”
“Ei, mas não pedi a humanidade, não.”
“É, minha querida, mas você esquece que quanto mais dona, mais responsabilidades.”
“Não entendi.”
“Você entendeu, você só não quer aceitar ainda, mas você terá tempo. Preciso ir, gastei muita energia para essa transição.”
"Ok, Nilton, obrigada por ter vindo. Foi um prazer te conhecer.”
“Igualmente, Ysa, nós reconhecemos de novo.”
“Ah, sim, já nos conhecíamos, né?”
“Isso.”
“Tchau.”
“Namasté.”
“Débora, ele sumiu que nem fumaça! Não me acostumo com isso.”
“O que foi? O que tá olhando? Fecha a boca, eu hein!”
“Eu tô é olhando você falando buceta com um mentor espiritual.”
“Ai, Débora, ele não sabe o que é isso, não? Que besteira, até parece que ele não gosta.”
“Ysa!!!!”
“Débora, ele é humano como eu e você, não é o deus pai descendo do céu, não, tenha calma. Até com os anjos eu zuava, e eles nem ligavam. Débora, os anjos não tem conceito formado de perversão não, eles são tão puros que nem piadas desse tipo atingem eles, porque eles não conseguem formar uma imagem concreta sobre esses assuntos. Por exemplo, se você perguntar a um anjo sobre sexo, ele vai te responder de forma teórica, parece a Siri falando, de tão automático que fica. Eu zuei muito eles quando, aos 7 anos, perguntei o que era fecundação. E eles vieram me explicar, depois dei aula a eles, kkkk."
“Ysa, você é terrível mesmo, bem que Ana fala. Nem os anjos escapam do seu sarcasmo.”
“Mas me fala aquela história de rei rainha. Quando ele falou da sua alma gêmea, você pensou em alguém?”
“Não, Débora.”
“Ysa, não mente pra mim, porque até eu pensei.”
“Pensou em quem? Fala!”
“No Markus.”
“Kkkkkkkkkkkk.”
“Fala que não pensou nele!?”
“Não, Débora.”
“Você e o Markus tem uma energia quando estão juntos, Ysa, eu não me enganaria.”
“É a energia de amizade, Débora, só isso. Não amola, já basta os meninos da banda, já basta os desconhecidos, já basta Rafa, Anitta, Nayara, você não!”
“Ok, Ysa. Você vai embora mesmo?”
“Vou, já achei as respostas.”
“Mas o pai de santo tá vindo.”
“Vou deixar um bilhete, passa minha bolsa aí do seu lado, por favor.”
“Pai Francisco, obrigada por me receber, mas já me consultei. A sua casa tem energias boas, continue na presença. Um feliz novo ciclo de consciência e paz. Ass. Ysa flor e Débora.”
“Ysa, tira meu nome daí.”
“Por que? Débora, Débora, deus tá vendo, você ainda tá com preconceito. Eu sinto espíritos de luz aqui, não tem porque ter medo."
“Ysa, Hello, a mentora aqui sou eu. Não basta ser 17, quer tomar a única coisa que sei fazer?”
“Kkkkkkkk, não sou louca de querer ser mentora de ninguém, o cargo é todo seu.”
“Eu não sou mentora, sou astróloga.”
“Mas é a minha mentora e a de Ana, e a de milhares de pessoas nesse mundão a fora, você só não sabe disso ainda.”
“Você foi chamada para mentoria, Ysa, de um forma que ninguém explica.”
Eu ri imaginando o pai de santo lendo o bilhete que você deixou, sem entender nada.
“Se ele estiver conectado ele vai entender, Débora. E se não tiver, só peço que não demore, tem pessoas dependendo de todos nós. Juntos vamos fazer a diferença. Vamos voltar, tenho que ir pro ensaio.”
“Tá cedo ainda.”
“Que tal aquela sorveteria que você adora?”
“Oba, vamos sim, mas você tem que me deixar em Ana, meu carro tá lá, lembra?”
“Deixo sim, é caminho pro Studio.”
“Beleza. E a torneira, não vai querer mais beber a água?”
“Eu não.”
“Mesmo com a orientação do seu mentor?”
“Mesmo assim não é prudente. Depois de ouvir aquela história de dupla realidade, abrir portal, atravessar o outro lado, tá doido! Débora, eu só mexo com o que entendo, e esse nível tá muito avançado pra mim. Vou ler, pesquisar, me conectar à fonte, e aí depois, se eu achar interessante, eu volto. Não gosto de mexer com o que está fora do meu entendimento, antes preciso entender pra decidir se quero ou se devo.”
“Kkkkkkk, essa foi boa. Achei que ia dizer se devo ou não. Você sempre me surpreende com as respostas."
“E você sempre me surpreende com a perguntas.”.
“kkkkkkk .”
“Vamos, tenho 45 minutos ainda.”
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E se a sua realidade se chocasse com outra realidade, o que você faria? A autora Ysa Flor diz ter recuperado as lembranças de sua vida em um paralelo não muito distante daqui, onde encontrou pessoas famosas e teve experiências incríveis convivendo com elas. É um livro impactante, que traz expansão de consciência e reflexões de auto nível. Você vai rir, chorar e se emocionar lendo esse livro. A questão aqui não é se você acredita, mas se você consegue ver o outro lado. Não apenas leia, Sinta! Nada é por acaso - Bem vindo a Serendipity! Download Gratuito - www.oportaldoamor.com




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