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O Diário de Markus Toledo

7 de set.
13 min de leitura

Atualizado: 7 de set.



É, daqui a pouco você vai perceber que essa música vai fazer todo o sentido por isso a levarei comigo para lembrar sempre desse raio incidente  que sempre toca a minha vida e separa o joio do trigo divide a minha realidade e me apresenta a mim mesmo.

Markus Toledo

 “De repente em minha frente

Surge um clarão

Um raio incidente tocou o meu coração

Senti sua mão

Eu só sei que o mundo parou

Outra vez

Em sonho você me salvou

Me fez entender

Que sou cego perante o amor

Já não sei viver mais

Sem o seu calor”…

(Henrique e Juliano)


Eu me achava muito profundo, Ysa, mas hoje eu vejo claramente que essa profundidade me levou ao abismo; eu só afundei tentando ser profundo porque não era mais natural, sabe? Eu queria fazer para agradar e acabei esquecendo de mim mesmo, e foi só quando você chegou que eu me reconheci, me reencontrei e me curei. Parecia que eu tinha uma dívida eterna com os outros, mas essa dívida era comigo mesmo e eu só entendi isso quando enxerguei a luz no final desse túnel escuro.

Eu me perdi no caminho e, de repente, eu já não sabia mais quem eu era. Eu era o que diziam? O que pensavam? Eu era tudo que construíram de mim em meio a projeções e notícias falsas, e eu me acostumei tanto a ser visto desse jeito que já nem fazia diferença ser isso ou aquilo, eu só queria ser alguma coisa, eu só queria ser o orgulho de alguém, eu só queria ser reconhecido por alguém. Eu fui em busca disso e consegui, não chegar no topo, mas, quando cheguei lá, senti algo indescritível e, de lá, eu me perguntei: "Eu fiz tudo isso por isso?". Eu sei que, falando assim, não faz sentido e até parece que sou um pouco ingrato, mas só quando eu cheguei lá e tive a visão de cima, do todo, é que eu vi o quanto tudo aquilo era pequeno perto do que eu ainda iria descobrir, e só foi quando eu caí de lá e me quebrei inteiro que eu percebi o tamanho do meu ego e que ele não era mais compatível com o lugar onde eu estava. Foi aí que percebi que tinha me perdido e não sabia voltar. Parecia que eu estava dentro de um sonho muito louco, o GPS estava ligado ali na minha frente, mas toda vez que eu colocava o endereço, ele me levava em outra direção e eu não entendia o porquê. Entrei em desespero porque eu sabia que tinha alguém me esperando, eu só não sabia quem… E quando eu pensava que eu tinha tudo que um dia eu sonhei, eu me achava abençoado, e quando eu pensava no sacrifício que foi conquistar esse tudo, eu me sentia injustiçado e me perguntava: "Valeu a pena?". Como pode uma única escolha certa ou errada mandar tanto na vida de alguém? Será que eu faria tudo de novo pra chegar no topo e perceber o vazio que sentia? Eu podia ter tudo, tudo e qualquer coisa, e o poder é uma linha tênue, ele engana. E foi assim que, de repente, do nada, um dia eu acordei ao entrar nesse túnel que separou a minha realidade em duas fases: uma obscura e uma muito clara. Eu estava no escuro e, de repente, eu senti um clarão; esse clarão incomodou meus olhos, mas logo clareou tudo ao meu redor. Não foi fácil, foi doloroso enxergar a verdade. A verdade não chega distorcida ou vestida como um Raio-X, a verdade não se cobre e não tem outra aparência, ela vem nua e crua: ou você aguenta ou você desmaia e perde a consistência, e eu precisava aguentar… Então deixei o carro dentro desse túnel me levar para onde o GPS estava marcando e adivinha? Fui parar em uma cabana velha. Chegando lá, estava tudo escuro e, em questão de segundos, essa mesma luz apareceu como um milagre. Foi essa luz que trouxe meus sentidos e minha consciência de volta, parecia até que eu passei a existir naquele exato momento, quando entrei naquele túnel e depois naquela cabana e vi a luz.

Minha pupila se contraiu e eu recebi o flash da verdade, e foi ali, onde eu pensava que eu tinha tudo, que eu me vi sem nada. Foi um dos momentos mais assustadores da minha vida. Louco, né? Eu estava sozinho, mas, ao mesmo tempo, eu não estava sozinho, essa luz me acompanhava onde quer que eu fosse.

Louco e contraditório, eu sei, mas foi a real!

Eu tive uma crise de ansiedade, uma falta de ar, um aperto no peito porque eu pensava que tinha tudo e, de repente, esse tudo começou a se dissolver bem à minha frente, bem diante de meus olhos. Eu caí de joelhos e foi aí que eu comecei a ter percepções que eu chamo de superpoderes, percepções que antes eu não tinha e, se não me fosse revelado, jamais teria… Eu comecei a enxergar o que era de mentira e o que era de verdade, comecei a ver quem eram meus amigos e quem só estava ao meu lado por interesse, pela utilidade que eu tinha ou pelo meu dinheiro… Foi quando eu me perguntei: "E se um dia eu não tivesse nada, quem sobraria? Quem ficaria e por que ficaria?". E eu me decepcionei muito quando percebi que a maioria só estava ali enquanto eu podia dar ou pagar. Enquanto você tem algo a oferecer, todo mundo te quer por perto, diz que te ama e te admira, mas perde a utilidade, perde o dinheiro para você ver o que sobra!!! Ou melhor, quem sobra ao teu lado. E eu não me decepcionei só com eles, pois vi que parte deles também me contaminou, ou melhor, eu me deixei ser contaminado porque eu também tinha algum interesse por trás das minhas boas intenções, mas me ensinaram assim, eu cresci vendo isso e fui adaptado a isso, então achava que era normal. E era normal até encontrar a luz, que me deu a visão e me mostrou a diferença de interesse e intenção. Ela me confrontou com uma pergunta que desabou meu mundo projetado para ser perfeito e, até então, parecia perfeito, só não era real. E a pergunta que ela me fez foi:

"Qual é o seu interesse por trás da sua intenção?".

Minha cabeça deu um nó. Caí daquele pedestal, quebrou-se em mim e, com certeza, foi a queda mais dura da minha vida, mas eu garanto que também foi a melhor, pois, sem ela, eu jamais encontraria meus valores e jamais saberia quem eu era depois de ver quem eu tinha me tornado, jamais conheceria valores que eu nem sabia que tinha. Eu fui a minha própria caixa surpresa.

Mas a sensação de estar ali ainda era estranha, como se eu tivesse acabado de entrar em uma adega cheia de vinhos caros, mas não soubesse reconhecer o valor de nenhum. Afinal, quem não bebe vinhos não conhece vinhos e não entende nada de vinhos, como pode se alegrar em meio a uma adega empoeirada? Aquele túnel escuro era o meu interior e, à primeira vista, eu me achei um tédio! Era só uma imensa escuridão encoberta por poeira, e depois a escuridão continuou, e, quando finalmente cheguei ao meu destino, para mim era só uma cabana abandonada com uma adega velha cheia de vinhos iguais, separados por datas atuais e antigas e outras ainda mais antigas. O que era aquilo? Era uma coleção de antiguidades? Por acaso eu tinha cara de colecionador? Eu só queria sair dali e voltar para o meu mundo colorido, porque aquele em preto e branco não estava me rendendo nenhuma diversão. Afinal, nada ali me interessava, nada era bonito, nada! 

Por que eu estava ali? Só acompanhando… Era só um túnel escuro onde uma luz apareceu no final dele, eu entrei em um carro onde o GPS, que não funciona, me levou a uma cabana abandonada cheia de poeira com uma adega cheia de vinhos.

E é aí que você pensa que nada pode melhorar, quando uma luz novamente se manifesta. Sim, era a mesma luz do túnel que me fez enxergar o carro…

E em meio a tudo isso aparece uma sommelier de vinhos. Pensa que loucura, ela se materializou de uma luz para uma mulher! Literalmente, era a mesma luz do túnel escuro. Claro que eu me assustei, nunca vi aquilo… Ela sorriu com minha reação e disse:

— Calma, não se assuste tanto, eu não mordo... a não ser que você me peça.

Claro que eu fiquei mais assustado ainda.

— Quem é você?

— Isso importa agora? Sério que você tá no meio de uma crise e tudo que você quer saber é quem eu sou?

— Me fala ao menos seu nome?

— Por que isso importa? Eu estou mais interessada em te apresentar a cartela de vinhos.

— Mas eu não bebo.

— Eu sei, e é por isso que estou aqui.

— Você bebe?

— Não mais, mas já bebi e sei o valor de cada um só pelo cheiro.

E tudo o que saía da boca dela era hipnótico, inteligente e interessante, eu até perdi a vontade de acordar. Ela era tão detalhista e sabia diferenciar cada sabor sem provar, como ela podia fazer aquilo com tanta naturalidade? Era impressionante, e a beleza dela era mais impressionante ainda.

— Ei, você tá me ouvindo?

— Estou, pode continuar…

Mentira, eu estava perdido nas ondas douradas do cabelo dela, na delicadeza do seu rosto, nas mãos pequenas e na delicadeza com que ela segurava aquela apostila e aquele roteiro de degustação. Já estava me dando água na boca, logo eu, que nunca gostei de vinhos, agora já gostava, mas eu queria beber direto da boca dela! Quem precisa de álcool ao lado daquela mulher? Ela era embriagante, mas vestida de lucidez. Eu não conseguia prestar atenção em outra coisa que não fosse nela. Que poder era aquele? Eu não sei explicar, mas ela era tão boa com as palavras que podia me fazer sentir o gosto do que descrevia, e eu já me sentiria realizado se pudesse sentir o gosto do beijo dela. Mas como eu faria isso? Como roubaria um beijo de uma deusa que se materializou de uma luz? Eu nem sabia se ela era humana ou um holograma, sei lá, era surreal demais tanta beleza, ela não devia mesmo ser humana, claro que não era, e, se era, com certeza era um sonho… A aura dela era magnética, eu já estava totalmente embriagado sem ter bebido nada, esse era o poder dela, e tudo o que eu queria naquele momento era fazer um plano para viver com ela e ao lado dela, e eu ainda nem sabia o porquê! Que loucura! Loucura era a elegância, a postura e os olhos dela que me inspiravam involuntariamente e, quando percebi, parte da canção já estava pronta. Os olhos dela, que olhos eram aqueles que nunca se desviavam nem por um segundo… Ela sabia exatamente o que queria, como queria e em que direção me levava. Ela sim era o meu gps. Agora eu entendi tudo: o pq o gps do carro n obedecia, ele me trouxe ao meu destino e agora eu tinha uma boa razão para sonhar e para continuar sonhando; se antes eu queria acordar, agora eu já não queria, por mim eu ficaria ali preso naquele sonho para sempre. Mas quem era ela? De onde você veio, mulher? Como pode ser assim tão linda? E foi ali que eu soube que eu já a conhecia, antes mesmo de conhecê-la ali, eu só não lembrava…

 Um dia eu prometi a ela terminar essa letra e agora que eu a vi, minha inspiração voltou tenho mais um motivo para terminar, o plano já estava traçado: 


“Um cachorro, um gato, comida no prato

E uma cama pra gente quebrar

Tava perdido aqui, cê veio me salvar

Eu sou um eterno aprendiz, você me dá uma aula

É uma canção da Adele, me acalma

Eles querem coisa de pele

A gente tem coisa de alma…” (Projota)


Era sim coisa de alma. Meu coração voltou a bater no instante em que essa luz brilhou para mim… Eu sempre soube que "MUITA LUZ" tatuado no meu braço não era uma tatuagem só na minha pele, era uma tatuagem desenhada pela minha alma para me levar de volta para casa, casa essa que chamamos de lar, e um lar eu nunca poderia ter sem ela…

Foi uma alegria despertar e ter a certeza de que ela não era uma estranha, ela era minha estrela, a minha poesia, a cura para a minha alma…

E ao mesmo tempo, enquanto tudo isso rolava, uma crise gigante acontecia: crise de identidade, crise de realidade, crise de paranoias e vagas memórias que se misturavam a eternas certezas… Conexões de alma não mentem.

Em meio ao pânico que eu tinha, que eu nem sabia que tinha até a luz me revelar ao vivo e a cores, depois dela, até o meu interior, que era preto e branco, ganhou cor. Sempre falaram que eu era daltônico, mas não era bem esse o diagnóstico, minha memória só sofreu um colapso temporal temporário, faltava ela, por isso estava tudo tão preto e branco. Até o pânico que encontrei no caminho se transformou em coragem quando me bati sem querer com meus medos, e a luz veio à tona e deixou cada um deles expostos. Fui revelado no momento em que eu mais queria fugir e me esconder de mim mesmo, mas a pupila dela me revelou ao mundo como um filme de ação, e o retrato que foi revelado foi autêntico demais para o que eu conhecia sobre mim. O homem pacato que só queria paz que eu era não combinava com aquele turbilhão marciano que ela trouxe para fora. E agora, o que eu faria? Era tarde demais para tentar fugir, mas, mesmo assim, ainda tentei. E, se tentei, eu fechei os olhos tentando negar a situação, mas, quanto mais eu apertava os olhos diante daquela luz, mais a luz penetrava pelos outros corpos sutis que eu nem sabia que tinha até ela chegar. Não tinha como eu fugir de mim mesmo, tinha? Era uma atitude machista de lutar contra o que eu sinto, eu sei, eu não queria parecer ainda mais vulnerável do que já estava… Meus traumas ainda eram visíveis, mesmo ainda invisíveis e inconscientes para mim.

Pra que mentir sobre o que eu minto? Pra que e por que? Nem eu me entendia, como ela entenderia? No entanto, eu fechava os olhos e vinha em minha mente a foto que foi revelada, e mais consciência vinha, mais meus sentidos ficavam perceptíveis, impossíveis de ignorar. E adivinha? Foi a sensação mais incrível de todas, eu senti meu coração, senti de verdade como nunca tinha sentido antes, e esse coração não me deixava mais mentir. Pra quem eu estava mentindo e a quem eu estava tentando enganar? No final era só a mim mesmo.

E com as coisas boas sendo reveladas também vieram coisas sombrias. Você já viu escuridão prevalecer quando a luz se acende? Tinha chegado a minha hora de prestar contas com minhas promessas, afinal eu precisava limpar a casa e fazer aquela bendita faxina que evitei durante anos. Era agora ou nunca, e nessa faxina eu encontrei partes de mim que eu nem lembrava, outras que nem reconhecia. Por que estavam guardadas ali? Percebi o quanto eu era apegado às coisas, e, se alguém me perguntasse antes, eu diria que não, mas só naquele momento eu percebi que eu era, era sim! E era também orgulhoso, rancoroso e duro demais com as verdades alheias. Essas são coisas que eu nunca admiti, mas quero integrá-las a quem eu me tornei e deixar fluir, tirar o peso dos meus ombros, pareciam pedras… Eu adentro minha casa, eu retiro minhas asas e meus sonhos parecem estar em queda livre, mas estão presos no vale das sombras, e agora eu entendo o que a luz manifestou e o que ela faz parte dessa minha caminhada, porque sem ela eu não poderia ver nada.

E aquela atitude machista de lutar contra o que eu sinto, de mentir sobre o que eu minto, sabe? Depois de ver a luz tão autêntica iluminando com tanta força minha verdadeira essência, aquilo passou a me incomodar e me perseguir. Eu não queria mais me esconder do mundo, eu não queria mais ser o que eu não era para agradar; o que eu queria era outra coisa, totalmente oposta ao que eu vivia. Outra coisa que me incomodou muito em meio àquela bagunça foi o quanto eu era duro e crítico comigo mesmo. Eu precisei me perdoar em vez de ser hipócrita e me obrigar a perdoar pessoas e situações que não tinham perdão. Porque ali eu entendi que o perdão viria no momento em que tivesse que vir, não era necessário forçar nada.

E quando eu me vi no espelho da verdade e me vi refletindo duas caras? Acho que isso foi o que mais me assustou. E esse mesmo espelho quebrou quando a luz refletiu, eu vi através dele por que eu era assim e, de repente, todas as respostas chegaram de vez. Realmente, eu precisava de tempo para processar tudo aquilo, eu precisava estar preparado, mesmo sabendo que eu nunca estaria, mas pelo menos um pouco menos cético. Eu vi tudo de ruim que aconteceu comigo, as pessoas que quebraram minha confiança e que, depois disso, eu nunca mais consegui ser eu mesmo; me tornei um sujeito complicado, frio e desconfiado. Aos poucos, isso foi congelando minha essência, sei lá, na minha cabeça não valia mais a pena se dedicar a alguém, se esforçar e lutar por alguém e, no final, ter a alma decepada pela pessoa que a segurou. O mundo em que vivi era um lugar assustador, as pessoas que me decepcionaram me marcaram profundamente, dilaceraram meu coração e, aos poucos, meu brilho foi sumindo e se perdendo até não restar nada, e eu passei a ser assim mesmo.

Mas eu era assim porque a vida que tive e as escolhas que fiz inconscientemente me fizeram ser assim. Algumas pessoas me deram motivos reais para não confiar nelas, me afastei e me isolei porque percebi que esse lugar profundo cheio de sentimentos não era um lugar seguro para mim, pois os sentimentos acabaram por atrapalhar minha visão. E, quando eu recuperei a visão, eu ignorei os sentimentos, acho que resumindo foi isso. Mas hoje eu sei que não foram os sentimentos que atrapalharam a minha visão, mas sim a falta de percepção dos sentimentos. Eu ainda não sabia o que era sentir, minto, eu sabia, só não lembrava ainda , mas, quando lembrei, vi que não era nada do que eu imaginei que era. Eu me deixei levar porque me perdi nesse túnel escuro e sombrio e me acostumei com o escuro, eu não queria mais enxergar as pessoas, elas me assustavam! O mundo era um lugar tão cruel! Eu não queria mais ver as pessoas como elas eram de verdade, porque aquilo doía muito, e eu continuaria me decepcionando cada vez mais… E eu passei a fazer o que todo mundo fazia, mesmo sendo contra as minhas regras… É como se tanta decepção acumulada desligasse minha parte humana que eu tava tanto tentando alcançar. Então eu fiquei no que minhas mãos podiam tocar e no que meus olhos podiam ver, e me esqueci completamente do que eu ainda podia sentir, porque eu já tinha desaprendido como se sentia.

Mas aí ela chegou em meio ao meu caos que ninguém viu e viu tudo de uma só vez. E quando eu pensei que ela finalmente apagaria a luz, ficaria paralisada de medo e desistiria de mim, foi aí que ela avançou, estendeu a mão e disse:

" Você nunca esteve só".

O que eu senti? É indescritível!

Meu coração, que não estava batendo, agora está acelerado. Eu já não sentia as coisas com a mesma intensidade antes dela chegar, ela foi luz em meu túnel escuro e lembrança tatuada em meu antebraço para não me deixar esquecer o caminho do meu lar. Antes eu olhava para o final desse túnel e não via nada além de escuridão, agora eu enxergo uma luz infinita que se propaga através dos olhos dela em minha direção, e, mesmo longe, ela me alcança onde quer que eu esteja. Foi uma viagem longa, anos-luz de encontros e desencontros, mas eu sei que não importa o que aconteça nessa caminhada, você vai estar sempre no final desse túnel comigo, com a mão estendida para mim, e, mesmo que eu caia no caminho, eu não estou sozinho. À minha frente agora existe esperança. Eu nunca vou cansar de dizer que você é a luz da minha vida e meu maior motivo sempre será você.


Markus Toledo

 

30 de Agosto de 2023

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